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Influências

14/04/2011

Numa tentativa de continuar fazendo a tragédia de Realengo render, nossas emissoras flertam com teorias da conspiração, lendas urbanas e até xamanismo. Resgatam de algum arquivo esquecido aquela ideia rasa e medíocre de que video-games, filmes e entretenimento estariam acabando com as mentes de nossos jovens, condicionando-os a se matarem e a matar, como se tudo fosse um grande jogo de vidas infinitas e um chefão existisse ao final de cada fase.

Nunca tive vontade de matar ninguém assistindo um filme. Já tive, sim, vontade de apertar o pescoço de um mané que antende o telefone no meio da sessão, por exemplo.

Se a sociedade deixa jovens malucos, o paternalismo desmioloado do Estado é um dos principais fatores para esse problema.

Reavivar uma campanha de desarmamento me soa mais como uma tentativa de dar uma resposta imediata e amalucada a essa tragédia, do que propriamente ser um indício de uma política de segurança pública eficiente.

Você não consegue uma arma legalizada fácil como se estivesse indo comprar um pão. Vamos combater o contrabando e o tráfico de armas nas fronteiras, começar a peitar de frente vizinhos coniventes com o crime. Isso sim é zelar pelas crianças brasileiras, seu Sarney de meia-tigela.

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O Sarney é quem trouxe à tona essa bobagem de referendo sobre armas. Mais 300 milhões aos cofres públicos para votar sim ou não. Enquanto polícias estaduais e federais poderiam ser aparelhadas com essa grana para cuidar das fronteiras, de onde, SIM, as armas chegam.

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O Congresso adora a solução paliativa. Como o pensamento é curto, há muita dificuldade em planejar a longo prazo.

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O número de armas ilegais no Brasil é assustador. Não por acaso encontram bazucas (!), armas exclusivas das forças armadas, metralhadoras ponto 50 e outras que derrubam helicópteros e, que, pelo Estatuto do Desarmamento, não podem ser construídas aqui. Temos um dos maiores números de assassinato/100 mil habitantes do planeta. Perdemos de feio pros EUA, que tem a venda de armas não só incentivada, como liberada. É FISCALIZAÇÃO NAS FRONTEIRAS. Precisamos desarmar o bandido. Depois, TODOS os que tenham uma arma legalizada.

(este post está em Tio Dino no Facebook)