A suprema felicidade

Antes fosse uma crítica ao filme do Jabor.

Nesta quarta-feira (10), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF).

Ela ficou conhecida como PEC da Felicidade e inclui na Constuição o “direito à busca da felicidade”, cabendo ao Estado garantir condições para o exercício desse direito.

Segue o trecho então modificado (em negrito)

“São direitos sociais essenciais à busca da felicidade, a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”.

Um cara que tenho grande apreço feito o Cristóvam Buarque, poderia disponiblizar seu tempo propondo reformas em buchas como o Enem, atualizando laboratórios de universidades federais, incluindo na grade curricular matérias de ofícios, instalando creches comunitárias, alfabetizando deputados, estimulando o mérito no serviço público, fazendo preso trabalhar pelo que nos faz gastar para mantê-lo, reduzir impostos para incentivar o saneamento, traçar planos de eficiência na segurança para Copa do Mundo, Olimpíada e o dia a dia… Mas talvez isso não traga toda aquela felicidade pretendida para o povo.

Vou delinear algumas bobagens que, claro, chocam-se com outros direitos constituídos, mas é que a minha mão tá coçando para tirar aquele sarro costumeiro:

Meu benefício vai começar a vir com “RISOS” no recibo?

Tenho direito a matar alguém que não gosto pra ser feliz?

Tô puto da cara, o Estado me indeniza?

O Governo vai dar mulher e dinheiro?

Como faço para ter mega-hair igual ao da Valdirene? Isso me deixaria feliz e com menos inveja.

Fiquei muito feliz esse mês. Posso devolver um pouco?

Esse é o tipo de projeto que deveria ficar lá no Congresso. Vocês sabem como ninguém como buscar a felicidade.

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19 Respostas to “A suprema felicidade”

  1. The Pzr Says:

    Essa felicidade poderia começar com o funcionalismo público que se mostra cada vez mais apático e mau humorado. Eles ainda não tem o segredo da felicidade? Ainda estarão em busca de? Com os salários que ganham, mais benefícios, estabilidade e tal, isso não é o bastante?
    Sei que fugi do assunto aqui, mas é que serve mais como um desabafo ao serviço público em geral que é um mau humor toal e uma falta de educação. Não entendo, como o sujeito rala prá estudar, passar no concurso público, e depois que entra, fica com aquela raiva de estar ali, fazendo aquilo todo o dia….pô! Meia hora de bunda não passa não?

    Abraço Tio Dino!

  2. @FilipeRab Says:

    Quando o Estado atrapalhar a minha busca da felicidade (ex: CPMF), meto-lhe um processo de indenização por danos morais.

    Essa deve ser a idéia.

  3. @camposrodrigues Says:

    Busca pela felicidade…

    Acho que nem consigo entender o que é isso.

    Como ficar feliz se sentindo inseguro, sendo mal atendido nos hospitais da rede pública, ou pagando imposto sobre o seu mísero rendimento?

    Brasília vive em um universo paralelo. Uma cidade inteira de funcionários públicos onde a maioria busca a “sua” felicidade nem seu seja em cima da infelicidade de milhões.

    Também tenho apreço pelo Cristóvão Buarque, mas são esses tipos de projetos e/ou emendas que deixam qalquer um PUTO.

    Se todos os meus direitos fossem respeitados eu nem precisaria ir atrás da minha felicidade.

    Já seria feliz naturalmente.

    Abraço.

  4. Fernanda Says:

    Queria saber quem anda espalhando que funcionário público ganha bem e tem esse monte de benefícios… Uma parte ganha bem, é fato… mas é uma minoria… vá trabalhar num lugar onde você tem que compartilhar uma borracha, as canetas mal escrevem e o computador funciona a manivela e depois a gente conversa

    • Eutiquio Says:

      Tudo bem, compreendo os problemas que enfrentam os funcionários públicos, mas isso não é motivo para atender alguém com apatia e mau humor, afinal, foi essa a questão que a pessoa lá em cima citou, e pelo seu comentário, parece que nesse ponto estás de acordo. Se alguém não encontrou a “felicidade” no seu emprego, que busque outro!

  5. Marcelo Says:

    E isso te obriga a trabalhar de maul-humor e seguir a lei do mínimo esforço?

  6. Eutiquio Says:

    Pois é, confesso que fiquei um pouco frustrado quando vi o tweet do senador Cristovam Buarque. Eu sei que no Brasil é difícil fazer algo sério, mas sou obrigado a concordar com essa postagem, menos a parte da zombaria, pois como estamos carentes de políticos sérios, sacanear os caras não me parece boa ideia, rs.

  7. Luciana Mendes Says:

    O Cristóvam é bom, mas as vezes falha, está sendo discutido uma reforma no currículo escolar e ele quer incluir como matéria a Língua Esperanto!!!! É mole? Os alunos mal aprendem o inglês, quem sabe inglês fez cursinho, o inglês da escola não dá pra nada!

    • Dino Cantelli Says:

      Esperanto? Que baita bobagem.

    • Eutiquio Says:

      Até seria uma boa idéia, se Esperanto servisse para aluguma coisa…

    • Fabrício Valle Says:

      Quem aprende esperanto tem mais facilidade para aprender línguas estrangeiras, pois é uma língua propedêutica, segundo pesquisa realizada há anos na Alemanha. É preferífel ter o esperanto como língua internacional, porque ele coloca todos os povos em pé de igualdade na comunicação internacional, promovendo a democracia linguística.
      Quem lucra com a hegemonia do inglês? Somente os países anglofónos. A expansão do esperanto vai gerar empregos aqui no Brasil, vai desconcentrar os ganhos que hoje vão apenas para a indústria do ensino do inglês.
      O esperanto é 10 vezes mais fácil que qualquer língua estrangeira.
      O esperanto é muito útil e a economia esperantista deverá deslanchar nos próximos anos.
      Sou presidente de uma ONGD denominada Intraespo – Organização Mundial para o Desenvolvimento da Economia Esperantista, e estive junho passado em Moscou, para tratar das primeiras providências para a instalação de nosso primeiro escritório no exterior. Estive também em São Petersburgo…e não precisei do inglês nem do russo. Usei apenas o Esperanto. Inclusive, o guia de turismo nos meus passeios falava esperanto. É claro, não tem gente nas esquinas da Rússia falando em esperanto, mas posso viajar o mundo todo e me apoiar nas comunidades que adotam o esperanto. Acho que vocês deviam deixar de lado o senso comum e procurar ir mais a funda nessa questão. O Senador Cristovam está vendo lá na frente.

      • Karkará Says:

        O esperanto é uma enorme idiotice, basta a cara daqueles que o defendem no Brasil!!!!

  8. Bobalinks Says:

    […] Texto: Direito à felicidade […]

  9. Bruno Says:

    Busca pela felicidade é algo abstrato, portanto não poderia fazer parte da nossa “gloriósa” Constituição..

  10. Rayzah Says:

    A minha felicidade é o suicídio dos responsáveis por essa idéia escrota.

  11. Matheus Says:

    SÓ FALTA ELES ME DAREM CONDIÇÕES PARA BUSCAR A FELICIDADE, SÓ!

  12. Kenya Says:

    Concordo quando diz que existem coisas mais importantes a serem solucionadas de imediato, como é o problema com o ENEM. Muitos dos nossos alunos só teem essa chance para tentar uma graduação.
    De que adiantará essa alteração se os que sonham entrar numa universidade, não vão, pois a credibilidade do exame está a um nível, acho que, quase abaixo de zero?
    Precisamos de mudanças imediatas, maior rigor na elaboração, conferência e aplicação do exame.
    Abç.

  13. Kenya Says:

    Ah! adorei a foto dos cães. Rsrs (não precisa publicar esse)

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