Archive for agosto \27\UTC 2010

Dado facts

27/08/2010

Famílias problemáticas, que padecem pelo consumo do álcool e drogas costumam ser as bases das discussões sobre violência doméstica. No entanto, gente criada a pão-de-ló, lenço umedecido e Ovomaltine costuma dar ainda mais incomodação.

Possuindo tudo o que um brasileiro médio deseja na vida: dinheiro, fama e Luana Piovani, Dado Dolabella parece não estar contente. Como não consegue papéis relevantes por onde passa, resolve protagonizar aquilo que se especializou: agredir mulheres.

Prefiro um filho ator medíocre e músico frustrado que participa de reality-shows a um filho que bate em mulheres. Este Dado Facts é um protesto.

A semelhança do Dado e do Netinho de Paula: a música pode ser ruim, mas acertam no ouvido.

Novos ditados: “Namoro do Dado é igual picolé, sempre acaba em pau”.

Qual a diferença entre o Dado e o bolo? O bolo você bate antes de comer.

Avacalhanews: José Serra contrata Dado Dolabella para tentar bater Dilma.

Se você namorar o Dado, nunca peça uma batida.

A Pepita Rodrigues disse que o Dado chutava muito na gravidez.

Dado Dolabella é igual seguro de carro. Você só lembra dele quando bate.

Dado só joga buraco para gritar “bati!”.

O Dado é tão perigoso que a justiça pensa em impedí-lo de ficar a menos de 250 metros do Dollabela.

Quando Dado diz que quer dar um tapinha em um baseado, o baseado se caga todo.

O instrumento favorito do Dado é a bateria. A bebida, a batida. O eletrodoméstico, a batedeira.

Dado não bate punheta: espanca punheta.

Algumas ex-mulheres do Dado têm dor de cotovelo. Outras têm dor de crânio.

A delegacia da mulher tem mais citações ao Dado que o Google.

Dado só joga na loteria para poder chutar os números.

***

E mulheres. Vocês nunca precisaram de homens pra viver. Homens canalhas, nem se fala. Abrasss!

Copyright @tiodino, @microcontoscos e @amatos30.

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FATOS DA SEMANA EM FOTOS

17/08/2010

The New York Times elege brasileiros como os mais descontentes com políticos (foto ilustrativa).

Morcego fã de heavy metal rechaça modinha e dispara com raiva: “detesto a saga Crepúsculo e tudo que ela representaaaaahhhhhh!”.

Macaco nariz-de-piroca pode ser extinto por iniciativa própria. A causa: depressão: “quem curte um pinto na cara? Hein?”

Topeiras que não enxergam correm mais risco de morrer de fome por não encontrar geladeira.

EGO: Ator de “Timão & Pumba” aparece irreconhecível e em visível estado de embriaguês: “Ronaldo!”.

Peixe-boi é usado com sucesso na pecuária marinha.

É analogia pra burro

13/08/2010

Se calças apertadas dizem muito sobre o que você é, analogias fazem o papel de traduzir o que você está sentindo.

Como diria Rubens Barrichello, na internet tudo é muito rápido. Portanto, aí vai uma penca de atualizações desse processo de mudança linguística para você usar, abusar e inventar.

Você consegue. Vai lá, fera!

Mais torta que a mira do Luan Santana.

Ralando mais que joelho de atriz pornô.

Mais perdido que piolho no peito do Tony Ramos.

Mais sozinho que dente em boca de pobre.

Mais preciso que atirador de elite com soluço.

Mais sem perspectiva de vida que formiga com diabete.

Mais improvável que carteiro fazendo mochilão nas férias.

Mais incoerente que neonazista latinoamericano.

Mais cansado que o tradutor do Fidel.

Mais comprido que financiamento de carreta

Mais dividido que bola de cantor sertanejo.

Mais feio que a Dilma acordando.

Mais feio que o Zé Ramalho cagando.

Mais grosso que Darth Vader com pigarro.

Mais cagado que cueca de paraquedista.

Mais assustador que debate em HD.

Mais colorido que camaleão fã do Restart.

Mais perdido que logomarca na camisa do Corinthians.

Mais ocioso que o Neguinho da Beija-Flor durante o ano.

Mais esquecido que a Vanusa com Alzheimer.

Mais grosso que pentelho de atriz de pornochanchada.

Mais inflado que o Ronaldo com caxumba.

Mais puxado que a cara da Ana Maria Braga.

Mais vermelho que polaco sufocado.

Mais chato que lista de analogia.

Copyright @tiodino e @microcontoscos

Os homens da rede

11/08/2010

Classificar homem é como catalogar insetos. Você sempre encontra uma espécie que incomoda, que fede e é até colorida. Agem em bando e atacam a primeira flor ou trepadeira que aparece. Todos com suas peculiaridades, embora seja consenso de que sempre acabam indo, freqüentando e fazendo as mesmas sandices. Cada qual com a camisa do seu time.

Homem não é tudo igual. Só são todos previsíveis.

Homem Orkut

Apresentamos o selvagem das redes sociais. O “homem Orkut” bebe, fuma, joga, aperta a campainha e sai correndo. É daqueles que grita no bar “caiu um lenço” quando alguém derruba um copo e não deixa escapar a clássica “senta na ponta, paga a conta”. Tem um Chevette. Tunado. Coberto de adesivos ameaçadores que vão de “É podre, mas se arrumar fica massa” a “Ultrapassando a sua inveja”.

Exibicionista nato, estende seu salário em notas de 100 sobre a cama. Todas as quatro. Tem mais correntes que um estaleiro, e bate fotos com todas as beldades da festa enganando-se a si mesmo com a legenda “peguei”.

Banho de piscina só nas de plástico e viagens só em excursão para Aparecida. Não perde uma festa nem um torra-torra na loja de informática. Tá sempre ligado nos lançamentos da indústria do entretenimento e da contravenção: jogo de Playstation a 3 por 10 no camelô é toda semana.

Estilos musicias preferidos: é eclético. Depois que aprendeu a dizer essa palavra, é só o que responde.

Homem Facebook

O “homem Facebook” é alternativo pra cara*&#¨&. O All Star, os óculos de aro preto e as bolsas transversais só sobrevivem por causa dele. Conhece mais lugares no mundo que o Google Maps, com a diferença que o Google tem como provar.

Aceita ser feito de gato e sapato, só não mexa no seu moleskine. O gel é o seu viagra e o Audi ano 95 está terminando de pagar.

É metido a valentão, mas chora quando é ameaçado no Mafia Wars. O trabalho mais pesado na vida foi entender como funciona o Facebook.

Fã inveterado da Apple na frente dos outros, mas em casa a coisa mais próxima da marca é um saco de maçã da Turma da Mônica no fundo da geladeira.

Estilos musicais preferidos: só dorme à base de soníferos pesados como Rivotril e Coldplay.

Homem Twitter

Alguém que só tem 140 caracteres para escrever só poderia sofrer de ejaculação precoce. O “homem Twitter” é o bêbado da balada: sempre reparando nos outros e procurando encrenca. Odeia todo mundo, incluindo quem concorda com ele.

Só porque tem seguidores, pensa que administra uma seita. Quer consertar o mundo, mas não sabe arrumar o chuveiro. Participa de todos os movimentos humanitários desde que não seja além de digitar uma hashtag.

Acredita ser o cara mais bem informado da paróquia só porque leu todas as capas dos jornais on-line. Leva adiante o sofisma de que está em meio a gênios, que ainda não descobriram a cura de uma doença só porque isso não rende piada.

Gosta de seguir as meninas e ficar mandando cantadas manjadas. Quando leva “block”, o toco virtual, faz o que todo “homem Twitter” sensato faz: xinga todas elas sem parar. EM MAIÚSCULO.

Estilos musicais preferidos: depende de quem está no Trending Topics.

Homem Foursquare

O “homem Foursquare” é o fanfarrão da rede. Tira onda de popular e de que é disputado a tapa pelo mundo e o mulheril. Não consegue ficar mais de meia hora sem dizer que está em um lugar diferente, ainda que só esteja em casa, de cueca, bege, no sofá.

Quando quer enrolar a namorada (quando não enrola os outros dizendo que tem uma), encontra com a rapaziada na casa de um amigo. Faz check-in pra parecer que ficou por lá e desliga o telefone que tem ringtone do Richard Clayderman pra tentar uma noitada.

É o cara que mora perto da loja onde tem aquela vendedora gata e que aproveita pra deixar em “dicas” a mensagem “tô pegando”, embora o máximo que tenha feito seja chatear a coitada provando cachecóis, pantufas, e camisas gola pólo.

É quem, no sábado, diz ir de uma boate a outra com a mesma velocidade com que encontra outro site pornô.

Estilos musicais preferidos: Paralamas do Sucesso e Legião Urbana, pra tocar fácil no violão e fazer rodinha; Micareta, funk, samba e qualquer outro onde ele possa pegar alguém sem ter que falar nada também são bem- vindos.

É certo que ouve Air Supply, mas não admite.

Filme favorito: todos os do Schwarzenegger, incluindo os da campanha para governador.

Copyright @tiodino, @microcontoscos e @aperteoalt