Sou fluente em palavrões

A moral foi banalizada, isso todo o mundo sabe. E o palavrão também. É só constatar os inúmeros predicativos que hoje voam no vento sem encontrar um ofendido. Digo um ofendido legítimo. Em um país como o nosso, onde a língua é plural até demais, chamar uma pessoa pelo nome que realmente lhe cabe se tornou tarefa para exímios linguístas. Quer ver em tempos como os de agora, onde macular uma moral da maneira que se deve e de quem o mereça, é trabalho hercúleo.

Embora a língua – como forma natural de sobrevivência – se transforme constantemente, ainda há certa esperança em palavras que foram criadas para atravessar séculos e com a sua funcionalidade e impacto intactas. É o caso de CANALHA.

Tudo muda quando alguém chama alguém de canalha. Não é a mesma coisa se você chamar de “veado”, PNC, FDP ou outra sigla perigosa. Essas denominações chegam a ser carinhosas, dependendo da afinidade. Chamar uma pessoa de canalha é um atestado. É um distanciamento.

Segundo o escritor Deonísio da Silva: “canalha do italiano canaglia, da raça dos cães, radicado em cane, cão, mais sufixo depreciativo, designando o que é infame, vil. O conjunto é também denominado canalhada, cáfila, cambada, corja, malta, quadrilha, récova, récua e súcia”.

Mesmo que você não tenha compreendido porra nenhuma deste parágrafo, já partiria para a briga.

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2 Respostas to “Sou fluente em palavrões”

  1. Renan Says:

    Resumindo: Canalha, o mais baixo na escala dos palavrões.

  2. renan Says:

    babaca também é forte

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