Naisçe um crássico

“No meu filme eu sô o principal. Você é o coasiajudante”

Nunca antes na história desse país se fez tantos textos com essa frase. O presidente, que por si só, já é um personagem, conseguiu emplacar mais um no cinema.

“Lula, O filho do Brasil”, que fez pré-estreia para um seleto grupo de baba ovos já teve a sua avaliação: lindo, patrão!

De resto, foi um sucesso de críticas. O PSDB, por exemplo, ficou indignado com o filme. Acusaram-no de panfletário e inoportuno. Eu o classificaria de inspirador, e até já daria a ideia de reunir toda a tucanada e fazer logo um Madagascar. Ou quem sabe um Parque dos Dinossauros.

A Folha de S. Paulo deu a sua análise a respeito do longa: ruim. Eu, se fosse Lula, mandava fechar esses cadernos de cultura golpistas.

Quem melhor representou nessa história toda foi mesmo a oposição. Além de saírem decepcionados porque o personagem principal não morre no final, esbravejaram, choraram, espernearam, enfim, foi aquele drama.

Já baixei o filme. Só faltam as legendas. Portanto, e juntando tudo isso, resolvi bolar algumas considerações a respeito da merda toda.

Lá vai. Chorem:

Brilha uma estrela

1 – A iniciativa para captação de dinheiro para a realização do filme ficou todo na privada.

2 – Só para a analogia ficar um pouco mais escatológica, tudo nasceu de um Barretão.

3 – Os idealizadores do projeto negam, mas já há algumas possíveis continuações para essa saga. Que você só vê aqui, claro.

Lula 2, A Missão – Dilma, derrotada nas eleições presidenciais, resolve jogar pelos ares a usina de Itaipu.

Lula 3, O Retorno – Os rebeldes do PT explodem a estrela da morte.

Lula 4, Uma Nova Esperança – Luis Inácio volta de seu exílio em alguma Ilha Paradisíaca Fiscal. Coloca toda a companheirada desempregada – incluindo a Ideli Salvati, agora merendeira -, para ocupar cargos importantes na Petro-Sal.

Lula 5, Um Mandato Não é o Bastante – Contagiado pelos ideais revolucionários, que incluem nacionalizar meios de comunicação e o papel higiênico, Lula se re-re-re-re-reelege pela 13ª vez.

4 – Se o filme do Lula é “O filho do Brasil”, o do Sarney é filho do quê?

5 – Não, senhor deputado. Ingresso para cinema não tem redução de IPI.

6 – Enquanto o presidente ganha filme sobre a sua vida, a nossa continua essa novela.

7 – Filme brasileiro com Oscar? Só se for sobre o Niemeyer.

8 – Ao final da projeção, sobem os créditos. 20% para cada parlamentar.

Política brasilera. Um longa-pilantragem clássico.

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4 Respostas to “Naisçe um crássico”

  1. Danilo Sete Says:

    ótimo! hahahahaha

  2. osprimitivos Says:

    Excelente e digo mais, poderíamos ter uma séries baseadas em 9 capítulos. Assim como os dedos do Lula. Não seria uma boa?

  3. renas_o Says:

    Se for um filme sobre basquete, pode ter o Oscar – schimidt.

  4. Rodrigo Says:

    E se for um filme pornô também podemos ter um Oscar… o Marone.

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