Archive for outubro \30\UTC 2009

Comediantes acidentais

30/10/2009

zina

“Eu não pedi pra ser engraçado”

Daria para fazer um texto inteiro sobre o episódio “Zina” só se baseando em piadas. E é o que não tentarei fazer.

Esse personagem surgiu, como todos sabem, ao acaso. Nenhuma mente – ainda mais relacionada ao humor e a TV – seria tão brilhante a ponto de criar um ícone como esse. Zina surgiu para lembrar aquela classe solapada pelos novos stand-ups: os comediantes-acidentais.

Zé do Bar, Chico da Praça, Tonho da Pipoca. Eles são a matéria-prima sumariamente ignorada pelo grande público, que é incapaz de admitir que bordões só nascem por causa deles. De Chico Anysio a Zorra Total: todos já gozaram dali.

O improviso é a arma do brasileiro. Ela é usada para justificar faltas, fugir de credores e inventar desculpas. Zina só é o resultado de mais uma eventualidade.

Enquanto ficamos aqui tentando formular piadas derivadas de “pó”, “carreira”, “Maradona”, “Casagrande” e “Fábio Assunção”, alguém já largou algo genial no cordão de uma calçada. E o pior, sem ajuda de palavras-chave.

Irei ignorar o fato do Zina ter sido ou não coagido a tocar um processo para cima do programa do qual agora faz parte. E nem por conta disso, ter sido a primordial razão da sua contratação – Da delegacia, ele deve ter mandando um “me Salve”.

Mas já pode comemorar algumas conquistas. Foi elevado em alguns portais e veículos de comunicação, à categoria de humorista. Se é que isso queira dizer de fato alguma coisa engraçada.

Zina é mais um caso de artista (?) que ficou preso no personagem. E, pego pela polícia, teve os seus merecidos 10 decigramas de fama.

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Rafael Ilha: outro craque

pilha

Ex-polegar. Quando você é só lembrado por coisas muito antigas, é sinal de que a decadência divide residência faz tempo.

Rafael Ilha tomou um rumo na carreira que nem meu trocadilho desta frase ousaria compreender. Começou como um rapaz promissor. Cantor afinado, talentoso, que até programa do Gugu fazia.

Namorou uma das vesgas mais gatas da TV brasileira: Cristiana Oliveira (que hoje cede o cetro merecidamente para Débora Secco).

Depois de alguns problemas que a droga não permite lembrar, se afastou do chamado caminho artístico.

Só apareceu na grande mídia em episódios lamentáveis: roubo de trocados, ingestão de pilhas e tentativas frustradas de internar dependente.

Ele mantém, ironicamente, uma clínica para drogados. Esta semana apareceu por aqui e por lá outra vez.

Experimentou chamar a atenção cortando o próprio pescoço. Internou-se nela. Fazendo um comparativo ultraequivocado, seria como dar as chaves de um jardim de infância a um pedófilo. Independente da interpretação, uma coisa é certa: o perigo de dar merda é grande.

Tratou de subornar vigias para fugir e não conseguiu. Daí tentou se cortar utilizando uma lâmpada. Até o final desta edição, continuava vivo.

Muitas pessoas procuram a luz divina. Mas pelo pouco que sei de espiritualidade, não é desse jeito que se encontra.

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Esse pessoal violento só matando

23/10/2009

Por falta de acordo, este post será dividido em duas partes:

1ª PARTE

Estive atrás de um tema para o post desta semana. Ironicamente parei no Rubens Barrichello.

Os humoristas podem respirar aliviados. Sagraram-se os verdadeiros campeões. Está assegurada mais uma temporada de trocadilhos. Imaginem uma charge sobre Fórmula 1 sem zombaria para cima do Rubinho? Melhor nem pensar. Desestabilizaria a nação.

“Loser” é um termo americano atribuído àqueles que não tem, como direi, tanta sorte. Foi importado por comediantes stand-ups brasileiros, que acharam “perdedor” uma palavra, como direi, muito loser.

Barrichello não é exatamente um perdedor ou fracassado, embora os números e eventos apontem o contrário. Não estaria na F1 há tanto tempo de graça. Ao contrário de outros que até pagariam para ter um filho de volta.

Ele é, como vou chamar, de o “mal da expectativa brasileira”. Essa que não tem dinheiro para colocar gasolina em um Fiat 147, mas acha que entende mais de motor que um engenheiro da Brawn.

Se ufanismo ganhasse corrida, todo o mundo já saberia cantar o hino brasileiro.

E Rubinho, não ligue para o que falam. O que passou, passou.


2ª PARTE

Depois de vencer no mata-mata Madri, Tóquio e Chicago, o Rio se depara com uma rodada de morre-morre pelas favelas da Cidade Maravilhosa.

Quem dera fosse São João. Mas era ônibus e helicóptero. A chama do horror. A mídia internacional inclusive começou a botar lenha na fogueira da discussão: teriam eles capacidade de sediar um evento da magnitude da olimpíada? E mais: com segurança?

Não por isso. Sem querer traçar comparativos com Londres (que não tem verão, nem bunda e é cinza) superar desafios como a segurança pública é possível. Poucos dias depois da escolha da capital inglesa, aquele atentado matando dezenas. E depois um contingente e um plano de ações grandiosos colocaram a cidade nos eixos. O curioso é que sobrou para um brasileiro (…).

Já no Rio de Janeiro…

Bem, de qualquer forma, você realmente sabe que se trata de uma guerra quando até a Al Jazeera vem cobrir o negócio.

30 e poucos mortos. Embarcados neste espírito olímpico, já ultrapassamos o Afeganistão no quadro de medalhas.

O problema não é de hoje. Nem se resolverá amanhã. Enquanto isso as autoridades já sabem o que fazer: mandarão todo mundo se abaixar.

fogueira

“Olha a bala!… É verdade!”

O álcool é o Photoshop da vida real

14/10/2009

Quando fui à Oktoberfest um amigo me pediu uma lembrancinha. Como se isso fosse possível.

Estamos falando da maior festa (fora da Alemanha) com chope por caneco quadrado. Definitivamente, em festas alemãs, a Lei Seca fica de molho. E o que mais tinha de típico eram bêbados.

Cheguei em Blumenau (SC) próximo ao meio dia. A cidade respirava – ou melhor, exalava – tradicionalismo em copos de 400 e 1000mLs.

Homens ligeiramente embriagados agarravam mulheres sem o menor consentimento da parte delas. O que me fez tomar uma atitude drástica: comprar logo a droga da caneca de chope.

Os desfiles são ótimos. As alemãs, nem se fala. Eu, sempre do contra, torcendo para a primeira autoridade cair do triciclo alegórico.

É incrível a logística empregada nessa maratona de festa. A minha consistia em ter um banheiro sempre por perto.

A Oktoberfest é a celebração do direito de ir e vir com um copo na mão. O que torna tudo mais engraçado, já que o cidadão vai e volta sempre de maneiras diferentes. Um bom lugar para rir litros (como dizem poraí).

Já no domingo, participei da Schützenfest – a festa dos atiradores – em Jaraguá do Sul, também Santa Catarina. Com alguns reais você podia colocar a foto da sogra em um dos stands de tiro. O que despertou revolta e muita admiração.

Em suma, acho que o feriado foi isso. Irei rever os vídeos gravados. As memórias artificiais sempre são mais confiáveis.

E para terminar, outra característica importante desta manifestação folclórica e tradicional, é que todos assumem, como vou dizer, uma “aura de beleza”.

O que me faz lembrar de um tweet meu antigo: o álcool é o Photoshop da vida real.

Tim-tim.

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Sistema “Cata-foto Tio Dino”

05/10/2009

De hoje em diante, fotos legais que forem encontradas na internet serão rastreadas pelo novíssimo sistema cata-fotos Tio Dino.

“Só uma palavra: muito revolucionário” – Biz Stone, fundador do Twitter.

Com ele, imagens bacanas encontradas serão carimbadas automaticamente por marcas consagradas dos veículos midiáticos.

Tudo pra dar credibilidade ao humor. E encher linguiça com classe.

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