Morre um texto

Hoje, 15 de setembro, morre mais um texto na internet brasileira. Em meio a milhões deles, irá se perder como uma boa alma que chega aos céus via uma nuvem de tags.

Este texto não é famoso, nem sequer foi assinado por engano em rodas de e-mail pelo Carlos Drummond ou o Veríssimo. Se pelo menos tivesse uma boceta ou um caralho bem inserido, daria até para passar por engano como um fragmento de memórias do Rubem Fonseca, ou, pra tentar salvar do esquecimento completo, uma masturbação mental do Jabor.

Mas não, ele escolheu o anonimato. Até por sua qualidade literária abaixo da linha da cintura.

Estaria aí talvez a explicação de nunca ter feito parte da coleção Vagalume, não ter conseguido carreira no cinema ou sequer ser o culpado do Bahuan não ter aparecido no final da novela.

Ele é mais um desses pobres deslidos. Nem para bula de remédio quiseram receitá-lo.

Por muita sorte, alguém pode dar com ele sem querer procurando por informações sobre um astro do cinema, um obituário bem mais interessante. A propósito, vide abaixo, Patrick Swayze. E olha quanto desgosto irônico: foram ressuscitar o cara só agora que morreu.

O epitáfio deste texto não poderia ser outro: PONTO FINAL.

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2 Respostas to “Morre um texto”

  1. Contos Curtos » Morre um texto Says:

    […] copiado na íntegra do blog Tio Dino – > Aqui o link pro post […]

  2. Laura Marling Says:

    Poxa, eu gostei.

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