A Vida Morreu

06/11/2009 por Dino Cantelli

Hoje é o mês. O dia não interessa. Ano nem pensar. Fique sabendo que eu nunca fui assim ríspido. Aconteceu. Foi sem querer, tentando me aproximar da vida, e ela, senhora de si, sempre me dando as costas. Até que um dia aconteceu. Ainda se fosse a morte!… Mas eu enganei nada mais nada menos que a vida.

Bem feito pra ela. Perdeu o melhor de mim. Esse cara que virou tão sozinho, que o vaso sanitário tornou-se o melhor amigo; Que o guarda-roupas dava bom dia; Que a porta acenava; Que a vidraça tremia só de vê-lo pelado depois do banho…

Você acha esquisito alguém contracenar com mobílias? É porque não viu o tio Aroldo que fez sexo com um sofá e jurava que as almofadas tinham a sua cara.

Não me venha, vida, dar um sermão uma hora dessas. Eu avisei. Avisei ainda quando acreditava em você. Quando éramos juntos. Tão juntos como a outra lá – que Deus não a tenha – que quando estávamos, nós nos bastávamos. Não precisava auxílios externos. Eu não necessitava nem de punheta.

Eu grudei a vida na parede. No meio do melhor dos meus pôsteres, no meio do melhor dos meus livros, só para vê-la dormindo, acordando, vivendo. Sabe o que ela fez? Disse: vou ali e já volto.

Nunca mais apareceu. Se bobear, perdeu o endereço.

Mas até é bom. Creio que eu não queira ver uma vida que já foi minha voltando para mim. Se saiu, foi por conta própria. Não forcei a nada.

Suicídio? Nunca a ameacei. Nunca a tentei contra sua vontade constante de viver.

Tive momentos deslumbrantes com ela. Alguns, vá lá, inesquecíveis. Mas fechou-se o ciclo. A circunferência que nos levava ao encontro um do outro cedeu e eu já não preciso mais dela.

A vida morreu. E eu estou bem tranquilo.

Quem quis assim foi ela.

Comediantes acidentais

30/10/2009 por Dino Cantelli

zina

“Eu não pedi pra ser engraçado”

Daria para fazer um texto inteiro sobre o episódio “Zina” só se baseando em piadas. E é o que não tentarei fazer.

Esse personagem surgiu, como todos sabem, ao acaso. Nenhuma mente – ainda mais relacionada ao humor e a TV – seria tão brilhante a ponto de criar um ícone como esse. Zina surgiu para lembrar aquela classe solapada pelos novos stand-ups: os comediantes-acidentais.

Zé do Bar, Chico da Praça, Tonho da Pipoca. Eles são a matéria-prima sumariamente ignorada pelo grande público, que é incapaz de admitir que bordões só nascem por causa deles. De Chico Anysio a Zorra Total: todos já gozaram dali.

O improviso é a arma do brasileiro. Ela é usada para justificar faltas, fugir de credores e inventar desculpas. Zina só é o resultado de mais uma eventualidade.

Enquanto ficamos aqui tentando formular piadas derivadas de “pó”, “carreira”, “Maradona”, “Casagrande” e “Fábio Assunção”, alguém já largou algo genial no cordão de uma calçada. E o pior, sem ajuda de palavras-chave.

Irei ignorar o fato do Zina ter sido ou não coagido a tocar um processo para cima do programa do qual agora faz parte. E nem por conta disso, ter sido a primordial razão da sua contratação – Da delegacia, ele deve ter mandando um “me Salve”.

Mas já pode comemorar algumas conquistas. Foi elevado em alguns portais e veículos de comunicação, à categoria de humorista. Se é que isso queira dizer de fato alguma coisa engraçada.

Zina é mais um caso de artista (?) que ficou preso no personagem. E, pego pela polícia, teve os seus merecidos 10 decigramas de fama.

****

Rafael Ilha: outro craque

pilha

Ex-polegar. Quando você é só lembrado por coisas muito antigas, é sinal de que a decadência divide residência faz tempo.

Rafael Ilha tomou um rumo na carreira que nem meu trocadilho desta frase ousaria compreender. Começou como um rapaz promissor. Cantor afinado, talentoso, que até programa do Gugu fazia.

Namorou uma das vesgas mais gatas da TV brasileira: Cristiana Oliveira (que hoje cede o cetro merecidamente para Débora Secco).

Depois de alguns problemas que a droga não permite lembrar, se afastou do chamado caminho artístico.

Só apareceu na grande mídia em episódios lamentáveis: roubo de trocados, ingestão de pilhas e tentativas frustradas de internar dependente.

Ele mantém, ironicamente, uma clínica para drogados. Esta semana apareceu por aqui e por lá outra vez.

Experimentou chamar a atenção cortando o próprio pescoço. Internou-se nela. Fazendo um comparativo ultraequivocado, seria como dar as chaves de um jardim de infância a um pedófilo. Independente da interpretação, uma coisa é certa: o perigo de dar merda é grande.

Tratou de subornar vigias para fugir e não conseguiu. Daí tentou se cortar utilizando uma lâmpada. Até o final desta edição, continuava vivo.

Muitas pessoas procuram a luz divina. Mas pelo pouco que sei de espiritualidade, não é desse jeito que se encontra.

Esse pessoal violento só matando

23/10/2009 por Dino Cantelli

Por falta de acordo, este post será dividido em duas partes:

1ª PARTE

Estive atrás de um tema para o post desta semana. Ironicamente parei no Rubens Barrichello.

Os humoristas podem respirar aliviados. Sagraram-se os verdadeiros campeões. Está assegurada mais uma temporada de trocadilhos. Imaginem uma charge sobre Fórmula 1 sem zombaria para cima do Rubinho? Melhor nem pensar. Desestabilizaria a nação.

“Loser” é um termo americano atribuído àqueles que não tem, como direi, tanta sorte. Foi importado por comediantes stand-ups brasileiros, que acharam “perdedor” uma palavra, como direi, muito loser.

Barrichello não é exatamente um perdedor ou fracassado, embora os números e eventos apontem o contrário. Não estaria na F1 há tanto tempo de graça. Ao contrário de outros que até pagariam para ter um filho de volta.

Ele é, como vou chamar, de o “mal da expectativa brasileira”. Essa que não tem dinheiro para colocar gasolina em um Fiat 147, mas acha que entende mais de motor que um engenheiro da Brawn.

Se ufanismo ganhasse corrida, todo o mundo já saberia cantar o hino brasileiro.

E Rubinho, não ligue para o que falam. O que passou, passou.


2ª PARTE

Depois de vencer no mata-mata Madri, Tóquio e Chicago, o Rio se depara com uma rodada de morre-morre pelas favelas da Cidade Maravilhosa.

Quem dera fosse São João. Mas era ônibus e helicóptero. A chama do horror. A mídia internacional inclusive começou a botar lenha na fogueira da discussão: teriam eles capacidade de sediar um evento da magnitude da olimpíada? E mais: com segurança?

Não por isso. Sem querer traçar comparativos com Londres (que não tem verão, nem bunda e é cinza) superar desafios como a segurança pública é possível. Poucos dias depois da escolha da capital inglesa, aquele atentado matando dezenas. E depois um contingente e um plano de ações grandiosos colocaram a cidade nos eixos. O curioso é que sobrou para um brasileiro (…).

Já no Rio de Janeiro…

Bem, de qualquer forma, você realmente sabe que se trata de uma guerra quando até a Al Jazeera vem cobrir o negócio.

30 e poucos mortos. Embarcados neste espírito olímpico, já ultrapassamos o Afeganistão no quadro de medalhas.

O problema não é de hoje. Nem se resolverá amanhã. Enquanto isso as autoridades já sabem o que fazer: mandarão todo mundo se abaixar.

fogueira

“Olha a bala!… É verdade!”

O álcool é o Photoshop da vida real

14/10/2009 por Dino Cantelli

Quando fui à Oktoberfest um amigo me pediu uma lembrancinha. Como se isso fosse possível.

Estamos falando da maior festa (fora da Alemanha) com chope por caneco quadrado. Definitivamente, em festas alemãs, a Lei Seca fica de molho. E o que mais tinha de típico eram bêbados.

Cheguei em Blumenau (SC) próximo ao meio dia. A cidade respirava – ou melhor, exalava – tradicionalismo em copos de 400 e 1000mLs.

Homens ligeiramente embriagados agarravam mulheres sem o menor consentimento da parte delas. O que me fez tomar uma atitude drástica: comprar logo a droga da caneca de chope.

Os desfiles são ótimos. As alemãs, nem se fala. Eu, sempre do contra, torcendo para a primeira autoridade cair do triciclo alegórico.

É incrível a logística empregada nessa maratona de festa. A minha consistia em ter um banheiro sempre por perto.

A Oktoberfest é a celebração do direito de ir e vir com um copo na mão. O que torna tudo mais engraçado, já que o cidadão vai e volta sempre de maneiras diferentes. Um bom lugar para rir litros (como dizem poraí).

Já no domingo, participei da Schützenfest – a festa dos atiradores – em Jaraguá do Sul, também Santa Catarina. Com alguns reais você podia colocar a foto da sogra em um dos stands de tiro. O que despertou revolta e muita admiração.

Em suma, acho que o feriado foi isso. Irei rever os vídeos gravados. As memórias artificiais sempre são mais confiáveis.

E para terminar, outra característica importante desta manifestação folclórica e tradicional, é que todos assumem, como vou dizer, uma “aura de beleza”.

O que me faz lembrar de um tweet meu antigo: o álcool é o Photoshop da vida real.

Tim-tim.

dsc05909

Sistema “Cata-foto Tio Dino”

05/10/2009 por Dino Cantelli

De hoje em diante, fotos legais que forem encontradas na internet serão rastreadas pelo novíssimo sistema cata-fotos Tio Dino.

“Só uma palavra: muito revolucionário” – Biz Stone, fundador do Twitter.

Com ele, imagens bacanas encontradas serão carimbadas automaticamente por marcas consagradas dos veículos midiáticos.

Tudo pra dar credibilidade ao humor. E encher linguiça com classe.

vomitada.JPG

Tá rolando o maior clima

30/09/2009 por Dino Cantelli

Sempre fiquei matutando no que um meteorologista fala a uma pessoa quando não tem assunto: “será que chove?”. Enfim, esse não é o foco.

Peço perdão aos céus pelo trocadilho, mas o tempo tem tornado a vida por essas bandas um embaraço.

Não sei o que Santa Catarina andou alinhavando para cima de São Pedro, mas já deu pra notar que o negócio é pessoal.

Especialistas e até a Michelle Loreto concordam que o nosso clima é temperado. Acredito que no momento há um certo exagero em algum condimento.

Ventos malucos de 140km/h - tente empinar uma pipa ou comer farofa na sacada. Impraticável.

Chuvas e pedras – se você for um precavido, procure abrigo. Se for um conformista, apanhe o gelo para o uísque.

Enchentes – o pessoal do Sul está POR AQUI com elas.

Michelle_Loreto

Furacão Michelle Loreto: dando um tempo.

Lembro de um passado um tanto remoto em que minha avó “benzia a tormenta” virando a posição da Bíblia e outras mais simpatias. E sempre me condenou pela piada que um dia emendei: “nona, você ainda vai morrer de causas naturais. Mas levada por um ciclone”.

Faz algum tempo que Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão sendo bombardeados pelas intempéries.

Quem tem teto de vidro, que durma com um granizo desses.

***

PLANTÃO TIO DINO

Até o fechamento deste edição, um Tsunami havia invadido as páginas de internet. Se concentrou na região da Oceania, em Samoa e Tonga, sem número preciso de vítimas.

Tremores na ilha de Sumatra matam quase uma centena – e podem, quem sabe depois de você dar um F5 nesta página, chegar aos milhares.

Na véspera, outro tremor seguido de tsunami abalou Samoa e Samoa Americana. Lugares que confesso só conhecer de Google.

É, amigos. O fim do mundo está próximo. Precavidos, peguem suas pranchas. Conformistas, aceitam um gole?

Homenagem do dia

28/09/2009 por Dino Cantelli

MMX_5237.jpg

Eike Batista. Um dos poucos que se quiser comprar o mundo, Deus assina de avalista.

Grande amigo. Aquele abraço!

Empresta uma folha de cheque? Risos!

Realidade diminuída

25/09/2009 por Dino Cantelli

samu

Nas terças costumo assistir àquele programa da Band, o E24. Um reality show sobre pessoas atendidas pelo Corpo de Bombeiros e o Samu na cidade mais traumática do Brasil.

Os corajosos do resgate só não salvam e curam mais pessoas porque alguns minutos antes o Pastor R.R. Soares faz isso às centenas.

O E24 é um programa bem realista, com pessoas reais, de carne e osso… Embora carne e osso nem sempre estejam no lugar que deveriam. Em algum momento da atração penso que vai entrar o Dr. House, anestesiar alguém com seu cinismo e… Viajei.

Como 101% dos críticos, também não assisto a reality shows. Embora saiba mais do que gostaria sobre eles. Afinal, estão anatomicamente incrustados em todos os portais da Internet. Viram assim um bom combustível para pautar programas vespertinos e blogs de humor. Além de atualizar a punheta da garotada, com as musas de cada edição.

Se não fosse algo que valesse a pena, já teria sido eliminado da programação, claro. Mas o voto popular os mantém na grade. E rende muito: para as emissoras, dinheiro; para quem assiste, discussão.

Discussão dessas que não levam a nada e logo vão para o esquecimento. Como acontece com os participantes do jogo.

Mas quer saber o que é reality show de verdade? Vou te dar o exemplo:

19 pessoas, longe de tudo e de todos, superam desafios e lutam para sobreviver. Família do sertão nordestino é mais uma NO LIMITE!

(…)

E pensar que tudo o que essa galera quer, é alguém que os resgate.

Vou ligar para o 192.

Novelas: um drama brasileiro

19/09/2009 por Dino Cantelli

Há anos vejo a mesma novela: a da TV Globo e a da minha vida para não atrasar as contas. Bem, pode sentar que este texto será comprido feito a mais recente do horário nobre.

(…)

E lá se vai a dona de casa brasileira Viver a Vida em frente a uma TV por mais uns meses. É a nossa tradição teledramatúrgica. Provocar o pensamento mediano e a trombose profunda.

O folhetim nacional é um mercado internacionalmente conhecido e respeitado. Recheado de sucessos, exportador de produtos e um quadro fixo no Casseta & Planeta.

Interferir em um costume como esse é inadmissível. Nem governos conseguem burlar tamanha resistência. Até porque suas mulheres não vivem sem os resumos.

Provavelmente se você perguntar do que se trata o capítulo, a dona Maria não sabe explicar direito. E se refere à Regina Duarte sempre como Porcina e ao Fagundes como um Berdinazzi. São mais que personagens, são carmas.

Nas ruas, atores e atrizes são injuriados quando vilões e venerados quando mocinhos. Se não pertencem a nenhuma das castas, eles viram um ser randômico, tendo seus bordões repetidos a exaustão pelos populares. Bordões estes sempre escritos de maneira forçada, para pegar. Mas que depois em entrevista o autor nega de forma veemente, dizendo que saiu, assim, ao acaso. Milagres da ficção.

Fora da tela, há o controle fanático dos colunistas de TV. Bem que com o advento do High Definition, as intenções deles também poderiam ser um pouco mais claras.

Pode escrever aí: a história é tão importante que o jornalista sempre guarda mais espaço para a nota com os números do Ibope. Evidenciam que a novela X, há X anos não tinha uma audiência tão ruim. E, ao final, volta para dizer que a novela X superou todos os recordes do horário. Tão clichê quanto o final de uma.

manoel_carlos

Manoel Carlos: a Helena nossa de cada dia nos dai hoje


Como é feita uma novela (consultoria informal de Wolf Maya)

Gráfico:

COMEÇO – DEPENDENDO DO IBOPE FAZ SENTIDO – FIM.

linha

Gráfico detalhado de como a história de uma novela é conduzida

A sinopse é a única coisa que não muda em uma trama. Até mesmo porque precisa ser entregue com quase um ano de antecedência.

Capítulo: como os primeiros 15, 30 são gravados na pauleira, pouca coisa pode ser mudada se na primeira semana o povão não entender nada. Em seguida, é feita uma reunião com donas de casa que apontam coisas interessantes, como o brinco da protagonista ou então pedem para o José de Abreu colocar a camisa.

No capítulo final, independente do que aconteça com a economia muncial ou com os conflitos no Oriente Médio, há casamentos e filhos sem a ajuda da inseminação.

Flashbacks são inseridos na metade da história para realocar telespectadores com lapsos de memória. E, SEMPRE, estas cenas são acompanhadas de um efeito sonoro “SFIUUU”, borrando as laterais e saturando personagens. Pro povo entendê quié passado.

(…)

mayer

Mayer, apelidado entre os colegas de “água de bateria”: come tudo

Quando é para falar merda, o brasileiro é muito unido. É só observar por estes dias. O assunto mais comentado nas rodas da web é o ator José Mayer.

Conhecido galã já passado há tempos da primeira fervura, elevou-se a condição de “Chuck Norris” da junção carnal.

Então a partir daí você começa a imaginar a quantidade de piadas derivadas. A cada ereção dele, um nariz é quebrado (exemplo).

Se ele traçou a quantidade de gente que as piadas anunciam, é bem provável que você já tenha levado ferro antes mesmo de terminar este texto.

Se ainda não, para garantir deite de barriga pra cima.

(…)

Você notou que pulei de um assunto para o outro sem critério nenhum. Acho melhor parar por aqui. Me sinto fraco e confuso como um enredo de novela das 8.

FIM.

Morre um texto

15/09/2009 por Dino Cantelli

Hoje, 15 de setembro, morre mais um texto na internet brasileira. Em meio a milhões deles, irá se perder como uma boa alma que chega aos céus via uma nuvem de tags.

Este texto não é famoso, nem sequer foi assinado por engano em rodas de e-mail pelo Carlos Drummond ou o Veríssimo. Se pelo menos tivesse uma boceta ou um caralho bem inserido, daria até para passar por engano como um fragmento de memórias do Rubem Fonseca, ou, pra tentar salvar do esquecimento completo, uma masturbação mental do Jabor.

Mas não, ele escolheu o anonimato. Até por sua qualidade literária abaixo da linha da cintura.

Estaria aí talvez a explicação de nunca ter feito parte da coleção Vagalume, não ter conseguido carreira no cinema ou sequer ser o culpado do Bahuan não ter aparecido no final da novela.

Ele é mais um desses pobres deslidos. Nem para bula de remédio quiseram receitá-lo.

Por muita sorte, alguém pode dar com ele sem querer procurando por informações sobre um astro do cinema, um obituário bem mais interessante. A propósito, vide abaixo, Patrick Swayze. E olha quanto desgosto irônico: foram ressuscitar o cara só agora que morreu.

O epitáfio deste texto não poderia ser outro: PONTO FINAL.